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Homem livre

Quinta, 21 de Dezembro de 2017 286 visualizações Partilhar Homem livre

Ainda não tive a oportunidade de o ler, mas apercebi-me da sua existência num artigo de André Abrantes Amaral, no Jornal I. Falo no livro de Halldór Laxness, “Gente Independente”. Já o pedi ao Pai Natal Wook, que me vai remeter por correio até ao Natal. O artigo de André Abrantes Amaral fez-me reconhecer o valor do livro, e por consequência, a importância da independência na vida. A saga de Bjartur, o homem do livro, como diz na sinopse, mostra que a determinação, a vontade, a resiliência, mesmo que sob uma esfera de pobreza e de mera sobrevivência, vale tudo. Porque não se deve depender de ninguém nem de nada.

Podia bem ser um livro obrigatório para qualquer político em funções, ou futuro humano que queira enveredar pela via da “arte de servir”.

A saga de Bjartur é reconhecida, aos meus olhos, na única pessoa que vejo que não depende de nada, e vive a vida, sem medos. Reconheço-a no meu vizinho, antigo cantador popular e agricultor, com terra própria e bordão na mão direita. Haverá pessoa mais livre na minha ilha do que ele? Como diz André Abrantes Amaral, o homem independente “não prejudica ninguém”, “não é um peso, um empecilho”. Não se deixa influenciar, nem influencia, não se submete, nem faz submeter. É livre. Verdadeiramente livre. E independente. É bom reconhecer na nossa vida diária que ainda existem pessoas livres. São rostos de esperança. Embora, sejam poucos.

 

 

 

Colunista:

Emanuel Areias

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